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Você assistiu Matrix? Viu aquelas famosas telas onde estranhos caracteres verdes caiam verticalmente sobre um fundo preto? Percebeu que somente os escolhidos conseguiam entender perfeitamente os códigos que eram informados através daquele sistema?

É mais ou menos assim que os defensores do Windows querem que você enxergue o Linux, como um sistema altamente complexo e estranho, entendido apenas pelos hackers e muito distante da capacidade de compreensão dos simples mortais, em outras palavras, querem fazer acreditar que o Linux está distante da realidade dos comuns usuários de computadores.

Claro que o Linux é complexo, isso não está sendo negado, mas é essa complexidade que faz dele um sistema muito superior e distante dos problemas do tipo Esse programa executou uma operação ilegal....

Isso não quer dizer que o Linux seja difícil, ao contrário, grandes esforços tem sido feitos para torná-lo cada vez mais acessível. Nesse sentido, um dos mais importantes fatores está no desenvolvimento constante de gerenciadores gráficos para facilitar esse relacionamento com o sistema.

Para entender melhor esse negócio de gerenciador gráfico, vamos fazer um comparativo com o sistema da Microsoft. Antes, quando os computadores pessoais ainda não eram tão populares, o único sistema operacional para esse tipo de equipamento era o DOS, que funcionava exclusivamente em modo texto, com comandos sendo digitados numa tela simples. Mais tarde, baseando-se no Macintosh, foi lançado o sistema Windows, que deu uma nova dimensão para o computador, facilitando bastante a utilização do equipamento, já que os comandos passaram a ser acionados por um simples toque de um importante equipamento, o mouse.

Dessa forma, o sistema operacional passou a funcionar como se tivesse duas camadas: uma gráfica onde os comandos eram clicados pelo mouse e outra no modo texto, onde os comandos efetivamente eram executados, sendo a primeira uma interprete da segunda.

Muito bem. O problema é que o sistema gráfico jamais poderia interpretar todos os comandos possíveis, ficando restrito aos comandos mais básicos para os trabalhos cotidianos. Dessa forma, o Windows acabou nivelando os usuários por baixo e deixou muita gente descontente.

O Linux concentra a maior parte da sua força no seu modo texto e é por isso que agrada tanto aos especialistas da área. No entanto, ele possui excelentes gerenciadores gráficos, que facilitam bastante a utilização do sistema pelos iniciantes, não devendo nada para o Windows e MacOS.

Espera aí! Por que gerenciadoreS gráficoS? Não entendi o plural! Que negócio é esse? Eu só posso utilizar um Windows, com aquele famoso botão Iniciar e toda aquela gama de temas e ícones, por acaso há outro tipo de Windows que não conheço?

Isso mesmo. Dentro de um Windows ou de um MacOS há apenas a possibilidade de um único gerente de janelas e a cada vez que o sistema é atualizado nós pensamos seriamente em jogar nossa máquina fora e comprar outra mais potente que satisfaça as exigências do novo software.

Como no Linux a palavra chave é LIBERDADE, há pelo menos 14 diferentes gerenciadores de janelas para o modo gráfico que funcionam sobre o mesmo sistema. Cada um com suas próprias características, mas todos não devem nada aos sistemas comerciais. Mostraremos aqui apenas quatro, os dois principais, Gnome e Kde, e outros mais leves, WindowMaker e Icewm, que são ótimas opções para equipamentos menos robustos.

Para entrar na descrição de cada um deles, basta clicar na barra de navegação que está no topo ou na base dessa página.



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